o livro da little - UOL Blog

.:A Little é uma pequena pessoa de 1,50 que aproveita cada minuto como se fosse o último. Brasileirinha da .:A Little é uma pequena pessoa de 1,50 que aproveita cada minuto como se fosse o último. Brasileirinha da sóterópolis, morre de amores por seus livros, amigos, família e claro, seu mais fiel amigo Dylan. Ama cada pessoa próxima e diz tudo o que pretende hoje e não amanhã. Arrepender-se do que fez é ter humildade para reconhecer os erros. Porque para ela, o importante é o agora. Por isso, vive na busca incessante de ser feliz!!!:.


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o livro da little


reflexões sobre o tempo

 

Pode parecer estranho, mas estou há dias com uma frase na cabeça: “O tempo é o bem mais precioso do homem”¹. Concordo. De fato o tempo é o nosso bem mais precioso.

Necessitamos de tempo para tudo. Ele é o maior responsável pelas ações exercidas do homem. Amamos, desejamos, sonhamos, vivemos. E cada milésimos de ações exercidas é tempo.

E cada segundo, minutos e horas “sistematizam” o tempo. Elas seguem por um único caminho em um único sentido. O tempo vai sempre em frente, em sua jornada só de ida ao futuro. Não se renovam ou reiniciam, não retornam a um novo começo. Simplesmente passa. 

Cada pensamento, letra rabiscada, frases ditas e frases não ditas, garfadas e goladas. É tempo representado em momentos que não voltam mais.

“O tempo é o bem mais precioso do homem”. Trata-se de uma frase simples, mas com um enorme sentimento e profunda verdade. Ao ouvi-la, minha mete girou e mergulhou em um profundo retrocesso e percebi que sou capaz de fazer mais, de aproveitar mais o meu tempo. Nascemos cheios de tempo. A grande questão é: qual valor você dará ao seu?

 



Escrito por "Little dos Anjos" às 17h50
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Inconstante

 

É gostoso sentir a brisa quente

e saber que o frio aterrorizante

em vapor sucumbiu.

Olhar o Sol a cada manhã,

e entender que o dia é inconstante.

Perceber que a noite passa,

e com toda graça o dia retoma,

durando mais do que a escuridão.

As folhas sussurram ao vento

desejos inconscientes.

Mastigados pelas sombras

e espalhados com a luz.

Depois da noite vem o dia.

Seguido da tempestade, as alegrias.

E a certeza que

a vida é inconstante.

 

[Vanessa Mendes – 2006]

 

          

 

 



Escrito por "Little dos Anjos" às 10h14
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Sentimentos em 14 de julho

Expressar em palavras o tamanho do meu amor por minha mãe é impossível diante de tamanha grandiosidade. Os anos passam e é inexplicável como, embora crescente, ainda exista espaço dentro do meu peito para guardar esse sentimento. Somos perfeitas e completas em união e combinação, nossas vidas se cruzam e se entrelaçam no mar de julho. Se treze é o número do azar, em nossas vidas têm se mostrado simplesmente como um curto período que por um momento nos separou ao mesmo tempo em que nos aproximou.

Hoje, 14 de julho, aniversário de Cátia; minha mãe, minha vida.  

 

Carlos Drummond de Andrade

Fragmento tirado da obra “As Sem-Razões do Amor”

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(...)

Por que Deus permite que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite.
É tempo sem hora,
luz que não apaga quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido na pele enrugada.
água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer, acontece com o que é breve
e passa sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é a eternidade.
Por que Deus se lembra (mistério profundo)
de tirá-la um dia?...
Fosse eu rei do mundo,
baixava uma lei:
"Mãe, não morre nunca.
Mãe ficará sempre junto de seu filho.
E ele, velho embora,
Será pequenino feito grão de milho"

  

 



Escrito por "Little dos Anjos" às 11h16
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FELICIDADE

"A felicidade não está em viver, mas em saber viver.Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive" - Gandhi//

Aproveitemos cada minuto como se fosse o último, amemos aos outros e digamos tudo o que pretendemos hoje e não amanhã. Não esperemos as coisas acontecerem, e sim, façamos com que aconteçam. Arrepender-se do que fez é ter humildade para reconhecer os erros. Arrepender-se do que não fez, é deparar-se com o eu covarde e semear ações e atitudes dentro de si.

O importante é o agora. Por isso viver é a busca incessante de ser feliz!!!

 



Escrito por "Little dos Anjos" às 20h53
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Os contos de Coli



Por Vanessa Mendes

De estatura mediana, ombros levemente curvados e mãos inquietas, Coli quebra com a estrutura local e transforma as ruas do Pelourinho em seu local de trabalho. Carregado de pincéis e com seu inseparável chapéu colorido em sua própria aquarela, este artista manifesta sua arte ao ar livre tornando-se parte do cenário local. O sonho de menino fez com que esta simpática ‘figura’ com uma mochila nas costas viesse parar em Salvador. Sua idade, não importa. A escolha do lugar: “Sou apaixonado pela Bahia”. E como veio com a cara e a coragem, nada melhor do que se firmar nas ruas, onde o aluguel é inexistente e seus trabalhos mais humanistas.

O suntuoso prédio que já foi sede da primeira faculdade de medicina do país inspira prestigia Coli em suas feições. Mas a arte nem sempre o conduziu. Coli o pintor já foi simplesmente Coli Cerqueira de Oliveira e tinha a arte como puro hobbie. Nativo da grande Rio de Janeiro vivia como uma pessoa comum e trabalhava em um emprego qualquer. Um belo dia sentiu que faltava algo em sua vida. Então, se desfez de tudo que tinha. Catou alguns cacarecos, poucos reais e de muita criatividade saiu da velha “cidade maravilhosa” com uma mochila nas costas e coragem aventureira.

“Uma opção de vida” e declinando-se lentamente para apanhar o pincel descuidado ao chão, aponta para seu atelier público como se exibisse um troféu. “A intervenção pública faz parte da obra. Tudo isso me inspira. Pinto aqui, as pessoas transitam por mim. Alguns admiram outros simplesmente olham, mas nunca ignoram. Assim sou mais visível”. Mas ir de encontro ao sistema revela-se nem sempre de forma amistosa. Outro dia, estava projetando a ladeira do Pelourinho e um dos fiscais local o abordou. Pintando Coli permaneceu. Então o homem tomou-lhe o pincel e o perguntou se ele tinha licença para instalar-se no meio da rua. “Aqui passa carro, o senhor não pode atrapalhar o trânsito”. Coli retomou seu instrumento e apontou para a placa de metal fincado nas seculares pedras escuras. “Aqui só transitam pedestres” e retomou seu trabalho.

Cada quadro é único. “É impossível produzir a mesma obra. Se sim, não é arte”. O olhar e os detalhes permitem que seus quadros se destaquem dos outros produzidos e também expostos nas ruas do Pelourinho. Seu visinho de profissão relutou muito em ceder um lugar para Coli também expor. Além disso, são poucos os que valorizam a arte de rua. “Eles confundem as coisas. Dentro de uma loja, costumam pagar o preço que pedem. Aqui, quando dou o preço riem e acham caro. Me sinto ofendido, mas já me acostumei com isso. Esse comportamento é normal”.

É fácil de ser seduzido por esse pintor ‘naturalizado baiano’. Além de seu talento e sensibilidade em produzir sua arte, é um perfeito contador de casos. “Sonhei que estava descendo a ladeira do Pelourinho. E no sonho a estatua que fica no prédio da faculdade de medicina olhava para mim. Então ela saltava e me levava para uma outra dimensão. Foi loucura”. Retomou de sua ‘longa viagem’ por volta das cinco e meia da manhã. Três horas antes que o de costume. Esperou clarear e se dirigiu ao Pelourinho. Então deu início a sua mais complexa obra. Queria entender o que tinha sonhado. Decifrar o sonho através da pintura. Preso aos detalhes, levou em media uns cinco dias para concluí-la. E num dia como outro qualquer com o Sol mais quente do que nunca, a colocou em exposição. Pintada com perfeição. Detalhes precisos de uma bordadeira.

Como estava exausto, sentou-se numa lojinha em frente ao seu ‘atelier’. Adentrou a loja para ver a novas mercadorias de sua colega. E no melhor da conversa percebeu que o fluxo de gente dentro da loja estava grande demais. Era a chuva. Ao sair, nada mais podia fazer. Os ‘borros’ tomaram conta da linda obra. Molhado, cuidadosamente retirou os menos afetados. “Esses ainda da para salvar”. “É, esse é um dos riscos que tenho que correr. Nunca mais consegui fazer ouro quadro daquele. Mas nem só de alegria é feita a vida”.

E como todo artista Coli tem sua paixão. “Ah... as minhas baianinhas especiais”. Mesmo se tratando de figuras desproporcionais a casa, ao ambiente pintado, encantam pela beleza e por abusarem de cores fortes. A distorção é proposital. As baianinhas são o retrato de Maria Felipa, uma negra que ajudou em toda estratégia de defesa da ilha de Itaparica durante a luta pela independência da Bahia. “Como não posso escrever na tela, eu pensei em descrevê-la em tamanho na tela. Pensei em descrevê-la em tamanho na grandeza da mulher. Por isso que ela vende bem. Quando se conta a história de Maria Felipa é venda na certa. È um personagem bom. Eu me apaixonei por ela e isso faz com que o publico também se apaixone”.

Caminhando e pintando pelas ruas do ‘Pelô’. Com suas baianinhas repassa um pouco da história do estado que tão bem o acolheu. Envolto pelo mundo da arte, leva a vida sem se arrepender de sua escolha. Seus contos, sua alegria é prestigiada por que se aproxima. E na ladeira do Pelourinho, ao lado da antiga faculdade de medicina, Coli o pintor, se fixa em meio ao cenário transformando-se numa tela vida do real cotidiano do Centro Histórico de Salvador.

Escrito por "Little dos Anjos" às 13h28
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A Face Feminina Zapatista



Oito de março de 1996. Mulheres da base de apoio zapatistas tomaram a cidade de San Cristóbal de las Casas (Chiapas – México), em manifestação e comemoração ao Dia Internacional da Mulher. As milhares de chiapanecas, algumas muito jovens, outras já mais idosas; umas inseparáveis de seus filhos, outras acompanhadas pela esperança; aglomeravam-se nas ruas da cidade destacando-se não somente pela quantidade, mas ainda pelo uso de pasamontañas ocultando suas identidades e pelo colorido dos vestidos.

Embaladas por cantos pertinentes ao momento, manifestaram suas considerações pela data:

“As mulheres zapatistas, as combatentes e não combatentes, lutam por seus próprios direitos como mulheres. Enfrentam também a cultura machista partida dos próprios companheiros zapatistas. As mulheres zapatistas não são livres pelo direito de serem zapatistas, têm muito que lutar e que ganhar”, (discurso do EZLN em 8 de março de 1996).

Unidas e munidas de coragem, mulheres seguem rumo as montanhas, sem saber o que a esperam. Algumas deixam casas, outras vão em busca delas. Falar do Exercito Zapatista de Libertação Nacional – México sem mencionar suas revolucionárias é desmerecer a grande base de apoio do movimento. Presentes desde o início combóiam-se com suas famílias e lutam de igual para igual por direitos vetados pelo governo.

Dentro da revolução, as zapatistas são mães, esposas, companheiras, insurgentes, algumas até lideram e comandam. São índias e são mulheres. E provam que estes são a chave do segredo de suas conquistas. Em meio aos comandantes e líderes, sempre é possível encontrar um nome antecedido pelo artigo ‘A’. A comandante Ana Maria, que liderou pouco mais de 900 insurgentes na tomada da cidade de San Cristóbal de Las Casas em 1° de janeiro de 1994 (uma das cidades onde foi feita a leitura da primeira declaração da Selva Lacandona). A tenente Gabriela que, justo com outros insurgentes, caçou para sua tropa. Guadalupe Méndez Lopes, mulher zapatista da comunidade de La Garrucha que morreu em 12 de janeiro de 98, na represália sofrida durante passeata em Ocosingo. A comandante Elisa presa em fevereiro de 95 na cidade do México. Apenas alguns nomes das militantes que se entregam de corpo e alma em nome da paz e da justiça.

Do outro lado, as não menos heroínas que aguardam nas comunidades zapatistas o regresso dos combatentes, arriscando suas vidas e a de seus filhos, cabendo a elas guardar as cidades enfraquecidas e pouco armadas. Manifestam em passeatas seu apoio à causa e indignação ao governo. Nas invasões do exercito militar a essas comunidades, muitas mulheres não combatentes são agredidas, outras mortas. Vêem suas casas serem destruídas, sofre com o corte de fornecimento de água. Em 96, uma dessas ofensivas foi a uma igreja católica no município de Tila, onde mulheres, crianças e idosos ficaram feridas.

De forma organizada, as insurgentes buscam legitimar respeito dentro da própria comunidade. E ditam ‘leis paralelas’ onde estabelecem a "Lei revolucionária de mulheres" criada com base nas experiências femininas ao longo dos anos. São artigos que reforçam direitos como o de trabalho e salário justo; direito à educação; o de escolherem seus parceiros; direito de assinarem leis e regulamentos revolucionários; podem tomar parte nos assuntos da comunidade e ocupar cargos se eleitas de forma livre e democraticamente; maus tratos e violação partindo de qualquer pessoa sejam familiares ou não é visto como crime e deve ser tratado como tal.

Destacam-se e valorizam-se sem desmerecer seus companheiros. Em nome de uma luta armada, porém justa, lutam lado a lado, homens e mulheres por melhores condições de vida, dignidade, respeito, saúde, educação. Lutam por um governo que atenda as necessidades dos cidadãos mexicanos sem distinção étnica, social. O EZLN não é o único movimento revolucionário existente no planeta. Mas sem duvida é o mais organizado e definido em suas exigências e atuação. Aceitam e respeitam qualquer tipo de gente desde que este esteja disposto a abraçar a acusa e dar sua vida por isso. Ascendem nas populações mais carentes à consciência política e a vontade de mudar o que está errado.

Escrito por "Little dos Anjos" às 12h15
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Uma forma alternativa de vida

 

 E como já dizia alguém, a paciência é a virtude de todo ser humano. É dela que conseguimos fazer descobertas fantásticas, é como ela que conquistamos coisas ‘inconquistáveis’.

 

Sábado, acredito ter passado por uma experiência a qual julgo única. Sai para cobrir fazer filmagens junto com Maria e Lícia. Esta por sua vez, não havia conseguido contata a pessoa que gostaria para o seu trabalho. E foi justamente com paciência e sensibilidade que conseguimos a entrevista de uma figura que, creio eu, suprindo por definitivo a necessidade de uso da fonte ‘bolera’.

 

O cara é hippie. Veio do Uruguai junto com um outro colega. Esta aqui em Salvador a umas duas semanas ou menos. Veio andando, ‘pongando’, pedindo carona de sua cidade natal, passando por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo...até fincar em terras baianas.

 

Por ganhar pouco com o artesanato manual que vende, dorme atualmente próximo ao farol da barra, contando coma quase nenhuma solidariedade dos mercadores locais. E assim, seu objetivo é continuar seu longo caminho, passando pelos países à frente. O que ele pretende é, através de seus trabalhos, conhecer novas culturas e executar formas alternativas de vida e de trabalho. Essa é sua opção de vida.

 

Ex-estudante de economia largou tudo em busca de uma felicidade, segundo ele, a da liberdade.

 

Conversar com esse jovem me fez refletir sobre minha vida e a aprender a não aceitar mais o que realmente me incomodar. É importante que a todo tempo, no questionemos sobre o nosso real papel no mundo. Se realmente estamos na estrada certa. E a priorizar sempre, a cima de tudo, o meu bem está e a felicidade.

    



Escrito por "Little dos Anjos" às 17h49
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A Flor e a Náusea

(Amo de paixão Drummond e isso nunca foi segredo. Acredito que neste momento, cada um viva com a esperança de tudo esta bem melhor amanhã. E que venha as eleições, copa do mundo, tcc, dívidas, ônibus lotado...afinal, embora amarela, fechada, silenciosa e feia, é uma flor e furou o asfalto), Little.


"Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Uma flor nasceu na rua!

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
Ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio."

(Carlos Drummond de Andrade)

Escrito por "Little dos Anjos" às 14h37
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Ano novo... vida nova...


 


Todo mundo espera na grande passagem de ano que realmente o ano novo chegue trazendo mudanças radicais em suas vidas. E todo ano são repetidos os mesmos velhos rituais de sempre: comer lentilha, usar calcinha nova, vestir branco, pular sete ondas...


 


O grande problema esta justamente nas conquistas. Depois de seguir a risco todas essas simpatias, o saldo obtido é: nenhum. É quando a ficha cai e percebemos que não basta querermos mudar o mundo, ter sonhos somente as vésperas do primeiro dia do ano novo.


 


E embora saibamos que nada desses ritos resolva coisa alguma, todos os anos repetimos tudo do mesmo jeito. Mas o que importa se a esperaaça é a útima que morre?! Beijos.    



Escrito por "Little dos Anjos" às 15h02
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Macabro, não. Realista. Que neste natal lembremo-nos de valorizar a ceia farta, os presentes oferecidos e recebidos, as amizades verdadeiras, a família, a vida...e lembremo-nos que neste momento, existe alguma família em algum lugar do mundo, sem real perspectiva de ‘ter uma ceia de Natal’.

 

Retrato de um homem sem perspectiva

Por Vanessa Mendes

 

E mais uma vez o homem sentou-se no chão. Olhou para o infinito azul como se buscasse lá a solução. Mexe lentamente a cabeça para os lados observando o movimento das ruas. E novamente leva ao rosto as mãos, de forma a cobrir os feixes de luz que ainda arriscam saltar do céu avermelhado. Encostado no concreto frio e mórbido tentava a todo custo, ter um olhar lançado sobre si. Nada mais fazia sentido. 

Deslizando contra a gravidade, o homem retomou seu rumo. Fazia o caminho que não queria fazer. Não desta forma. Mais uma vez, pausou os passos e novamente ateou o olhar para o fim de tarde. Queria mesmo era encontrar o que procurava. Meteu a mão direita no bolso. Catou algumas poucas moedas. O som do coletivo o despertou do transe. Entrou. Pagou. Em pé, continuou seu trajeto.

− Com licença. Com licença, por favor?

Desceu. O ponto ficava a duas quadras de casa. Agora uma nova aflição o atingia. “O que vou dizer? Meu Deus me ajude...”. E continuou. Podia ouvir o arrastar da sandália. Com a cara no chão, penetrava a sala. Caminhou direto para a cozinha. Abriu a geladeira, pegou o copo. Novamente entrou em transe. As sandálias ainda o seguiam.

− E ai, conseguiu?

− Não – e o silêncio tomou o lugar. Respirou fundo. Lentamente erguia o copo.

− E agora? O que pretende fazer?

− Não sei.  Depois penso nisso – e novamente ergueu o copo. Sentiu os pelos do corpo arrepiarem. Olhou para o copo e pensou realmente o que fazia ali. E novamente o desespero tomou-no por completo. Via a imagem da criança na porta. Seus olhos fixos nas pequenas lágrimas que riscavam o rosto de quem sofria sem ao menos saber o porque. Despejou a água na pia.

Olhou para o lado. Viu o sofrimento no rosto da mulher que tanto amava. E não mais conseguiu sustento. Com as mãos no chão, repetia silenciosamente “Por que? Por que?”. Não sabia mesmo o que fazer.

− E o pão? Como faço?

­− Hum... – e novamente meteu a mão direita no bolso da calça. Ainda lhe restavam algumas moedas – Toma, acho que da – e por um instante, um sorriso tímido surgia no rosto da criança.

Seguiu em direção a porta. Andou por algumas horas. Não conseguia tira a imagem da menina. De repente, sentiu um vazio assustador dentro do peito. Buscava ser notado. Queria ao menos uma chance. Só isso. Sentou-se no para-peito da estrada elevada. Olhava para o mundo de carros passando sob seus pés. E por um momento, se viu tomado por uma paz. Sentia um forte vento levando as alturas os cabelos. E suas vistas foram tomadas por uma luz encantadora.

No dia seguinte, estaria em paz. Pela primeira vez, fora identificado em meio aos cidadãos comuns. Um nome era o que tinha. Antes sem valor, agora personificado. Amado dos Santos de Jesus. Pai de família. Desempregado há quase três anos. Quem sempre buscou atenção, agora era símbolo de nacionalidade. Residia não mais uma casa. Agora, habitava as capas dos jornais: “Desesperado, homem morre ao se atirar do viaduto na Av. D. João VI. Mais uma vítima da realidade brasileira“. 



Escrito por "Little dos Anjos" às 15h30
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De volta ao lar...

 

Bem...sei que andei um tempão sumida, mas estou voltando. Super beijos e espero que gostem desse post.

 Os Ombros Suportam o Mundo

Chega umtempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempoem que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E osolhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coraçãoestá seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficastesozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecemenormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teusamigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombrossuportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
Asguerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que avida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro oespetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que nãoadianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas,sem mistificação.

 


Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940.  Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.

 



Escrito por "Little dos Anjos" às 20h45
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O que penso sobre a crise política

 

Depois de passar quatro eleições seguidas lutando pela presidência da república, Luis Inácio Lula da Silva, consegue finalmente entrar no palácio do planalto como representante da república brasileira levado pelas mãos do povo. Foram mais de 53 milhões de apostas a favor a mais nova e “revolucionaria” presidência da história. Lula não só representava a vontade de uma nação, mas também a conquista de anos de luta da esquerda ideológica política do Brasil.

 

Em dois anos e meio, uma revelação. Uma palavra e um comportamento (um tanto ‘costumoso’ e retrogrado) põem a baixo a casa de vidro arquitetada pela imagem trabalhada e estilizada do então presidente e de seu passado comovente e simplório. A bomba causadora do abalo aos alicerces do governo Lula foi atirada pelo ex-deputado Roberto Jefferson que em seus depoimentos a CPI, expôs as cartas do jogo praticado por muitos políticos e representantes do poder público. E caiu Dirceu, Valério, partidos. Restando apenas vestígios da casa bonita e transparente do atual governo habitada ainda por seu maior representante.

 

Seria esse o fim de anos de luta por uma “democracia legítima”? O fim do sonho “Lulista”? É mais sensato crer que sim. Diante dos fatos “apresentados” e expostos até agora, torna-se difícil acreditar em uma nova chance creditada a Lula embora seu nome não esteja relacionado ao escândalo diretamente. O estranho é: se esta é uma realidade ocorrente de uns sete anos atrás (pelo menos se estima que o Mensalão exista desde o governo FHC), por que só agora se torna de interesse público? Num país de desempregados, famintos e analfabetos, torna-se constrangedor expor tamanha movimentação de dinheiro e torna-se ainda dificultosa as chances de restauração da imagem do primeiro presidente de esquerda a assumir a presidência do país.

 

Com os holofotes voltados para o PT e sua trupe, a direita respira uma vitória um tanto obscura, mas previsível. Um governo que vinha sustentando a imagem de “faxineiro” da corrupção, participar de um escândalo chamado Mensalão apresenta-se como irremediável. Questionamentos e especulações vão apresentados os ‘culpados’. E as vítimas assistem a tudo com a sensação de agentes passivos da ‘pátria amada Brasil’.  

 

= Passem no http://ascoisasquedigo.zip.net/index.html...ta muito massa

o artigo de Thaís...vale a pena!!!



Escrito por "Little dos Anjos" às 06h52
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#Eu quero sempre mais#
 
A minha vida,
eu preciso mudar todo dia
Prá escapar 
da rotina dos meus desejos por seus beijos 
Dos meus sonhos 
eu procuro acordar e perseguir meus sonhos 
Mas a realidade que vem depois 
não é bem aquela que planejei 
 
Eu quero sempre mais   
Eu quero sempre mais   
Eu espero sempre mais... 
...de ti  
 
Por isso hoje estou tão triste
Por que querer estar tão longe de poder 
 
E quem eu quero estar tão longe 
 
Longe de mim 
Longe de mim 
Longe de mim 
Longe de mim 
 

Calma, não estou apaixonada...ainda...só que frases desta música

refletem muito o meu estado de espírito (algumas frases)...

 

Beijos e até mais .



Escrito por "Little dos Anjos" às 12h29
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Tempo demais também cansa

 

 

De férias e sem ter o que fazer. Tudo o que sempre quis. Pelo menos era o que realmente mais desejava. O ruim é quando o tempo passa e ‘o nada’ começa a ficar ‘entediante’. Ai o tempo não passa... Ou melhor: rasteja!

 

Começo a achar que data comemorativa não é o meu forte. Pra começar, falemos de São João. Que tal ficar em casa sem fazer nada, sem direito a nenhum amendoim ou até mesmo uma canjiquinha bem amarelinha de milho? Oi ainda fazer mil pedidos a Santo Antônio e não receber graça alguma, a não ser a contra graça para não exclamar o palavrão bem aqui em alto bom tom. Ehehehehehe. 'Quar moça sorteira não fez seu pedido? Eu fiz uai!' Pois é, sejam bem vindos ao meu mundinho fofinho do ‘faz-de-nada’.

 

Enfim. E isso sem falar do natal, mas essa deixa para depois. No momento certo eu a cito. Mas não me queixo. O fato é que, apesar de tudo gosto dessa vida. Sim, queria muito estar trabalhando, é realmente do que mais sinto falta neste momento, o nada a que me refiro é em relação aos momentos de lazer.

 

Procuro tirar proveito de tudo que me acontece, ate das coisas ruins. Acho que isso é o mais sábio a fazer.

 

Tenho fé que o meu está guardado em algum lugar. Não me refiro a namoro só, até porque a vida é muito mais que isso. Refiro-me a tudo. Emprego, tudo. Só me resta agradecer pelo que já tenho. Os meus amigos, a minha família, pessoas que tanto amo. É nessas horas que repito sempre as palavras de Gandhi: O desejo sincero e profundo do coração é sempre realizado. Por isso nunca deixo de ter fé.

 

Para alegrar minhas férias, costumo passa-las em Maceió como todos já sabem, matando a saudade das coisinhas mais fofas que Deus fez. Ta assumo meu lado de irmã coruja e com muito orgulho. Amo muito meus pequenos e nunca escondi isso de ninguém.  Eheheheheheh. Às vezes chego a ser chata. Eheheheheh. Mas quem não é quando se trata de quem amamos. Essa é a mais pura realidade.

 

Bem, acho que para um retorno esta bom. Ui! No final, vocês podem conferir o que já tenho certeza: que meus gatinhos são as coisas mais fofinhas. E vão desculpando as idéias meio confusas expostas aqui. To um pouquinho enferrujada. 

  

 

 

Beijos e espero que vocês curtam bastante esse resto de férias.    



Escrito por "Little dos Anjos" às 21h13
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Tudo OK

 Ops...probleminhas técnicos mas tudo resolvido!!!

Em breve a Little estará de volta. Beijos e boas férias!



Escrito por "Little dos Anjos" às 19h24
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